segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Descobri que...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Depois do indie, o foodie
Apego às tradições, pureza e dificuldade de acesso. como na música, esta é a marca da nova obsessão dos alternativos: a comida
por Wendy FonarowDesde que nosso cotidiano passou a ser dominado por uma certa cyber realidade, dois assuntos se tornaram o principal meio para expressar o gosto e personalidade de alguém: a música e a comida. Por isso é que, assim como a música indie, o movimento contemporâneo chamado foodie tem valores bem parecidos com os daquele pessoal que gosta de música alternativa e presta atenção em todo o processo de produção de um disco, desde o estilo de quem o faz até a maneira como ele chega ao mercado.
A palavra indie é um diminutivo usado em oposição aos valores e práticas das grandes corporações. Os indies preferem pequenas operações, independentes e locais, que sejam autossuficientes e cultivem valores como simplicidade, pureza, antipatia ao que é sintético. Além disso, nutrem um desejo de autenticidade, uma saudade do passado. Todas estas preocupações, agora, são compartilhadas por uma nova geração de obsessivos por alimentos que querem saber como a comida é feita, o quanto ela é local e autêntica. Produtos artesanais são a personificação dos valores centrais da música indie. O artesanal invoca o artesão que cria um produto do começo ao fim, exatamente como era antes da industrialização, em que se imagina que existiam produtos mais puros e menos modificados pela tecnologia.
Os rótulos dos alimentos artesanais recapitulam a ideologia indie em todos os momentos: de origem local, de propriedade independente, quantidades limitadas, métodos, tradição e ingredientes puros e simples. Mais importante: a comida deve ser orgânica, sem conservantes ou processos sintéticos. Há uma rejeição a produtos químicos que permitem às empresas enviar comida para muito longe com datas de validade infinitas. Empreendedores de alimentos artesanais devem ser pequenos, locais e produzir comida fresca com métodos que você poderia fazer em casa.
Na comida indie, a cozinheira artesã usa matérias-primas originais que não são amplamente distribuídas, nem facilmente encontradas, semelhantes à prensagem de edições limitadas de vinil ou cassetes. Quanto mais raro o alimento, mais aumenta seu capital cultural. E quanto mais exótico e difícil de obter, mais desejável ele é. Tudo isso destaca o elitismo tanto dos ditos conhecedores de alimentos como os da música. Em seu discurso crítico, os indies sugerem que têm a perspicácia estética para saber qual é a melhor cozinha. O esforço de cada um para encontrar sempre algo desconhecido cria um senso de propriedade sobre o produto e, portanto, um sentimento de perda se a comida ou a música tornam-se conhecidos. Se uma cozinha ou banda se torna popular, muitos irão declarar que ela não é tão boa como costumava ser.
Uma parcela do público assiste aos shows através da lente de um celular: música ao vivo agora é mediada por um desejo de produzir a prova da experiência. Durante as refeições, os indies costumam fotografar as pessoas comendo. E colocar as imagens nas redes sociais antes da primeira mordida.
O fato de que filosofias semelhantes apareçam na música e comida não é nenhuma surpresa, uma vez que estes princípios são valores de toda a sociedade. Simplicidade, desconfiança de uma autoridade centralizadora e o desejo de retornar a um passado idealizado deve parecer familiar como são os princípios fundamentais do protestantismo — aqui articulados em formas acústicas e culinárias.
Revista Galileu
Velhice sem mistérios
“Isso [a proximidade entre gerações] é importante para que as crianças entendam o sentido de finitude, de limitações e perdas que a velhice traz. Essa convivência tem o poder de despertar essa consciência, dá a oportunidade de se conceber o fim”, avalia a psicóloga Mariana Zilli Calabresi. Como lembra a especialista, este é um privilégio que os avós de hoje, que precisam lidar com o envelhecimento, não tiveram quando crianças.
Essa proximidade, inclusive, não deve despertar receios nos pais de proteger os filhos da dor e do medo supostamente causados pelas limitações e pela separação. Se o avô está doente, esta é uma boa hora para falar sobre a vulnerabilidade humana e que um dia as pessoas amadas podem ir embora. “Não deve haver segredos. Todos nós precisamos elaborar os lutos decorrentes de nossas perdas”, diz Mariana.
Troca de conhecimentos
Por passarem mais tempos juntos, avós e netos também precisam lançar mão da criatividade e de disposição para que a convivência não se resuma a horas sentados na frente da televisão ou em longos silêncios. A troca de conhecimentos típicos de cada geração é o antídoto anti-monotonia para possíveis situações como essas.
Por parte dos mais velhos, é possível resgatar brincadeiras típicas da infância, como peteca, três marias, bolinha de gude e xadrez, que valorizam um período da vida do idoso e permitem aos netos conhecer outras formas de diversão que não o computador e o videogame. A tecnologia, no entanto, não é um problema – pode ser uma aliada.
Como o objetivo é permitir que ambos aprendam, os netos também podem ensinar os avós a navegar na internet, criar um perfil nas redes sociais, manusear o celular ou pagar contas e fazer compras on-line. A terapeuta familiar Eneida Ludgero observa que ambas as gerações têm muito a contribuir. “Os netos trazem para a vida dos avós uma perspectiva de renovação e crescimento, e os avós trazem sabedoria e experiência. Essa troca é extremamente positiva.”
Experiência e renovação
E quando se fala em experiência, todo esse conhecimento adquirido em seis, sete ou oito décadas de vida pode ser aproveitado até mesmo para fins de formação. Quem tem hoje esta idade viveu desde a discussão da lei do divórcio e o auge do movimento feminista até a ditadura militar e o surgimento da pílula anticoncepcional. Por que não aproveitar esse conhecimento e essa vivência para auxiliar os pequenos com a tarefa de casa e até mesmo discutir a mudança de costumes e a noção de tradição versus renovação?
Quando os netos chegam contando o que aprenderam na escola, essa é uma boa hora para o avô, que muitas vezes supervisiona a lição de casa, contar como era o ensino naquela época e, caso ele tenha vivido o período estudado, relatar como episódios maiores da História influenciaram o cotidiano de pessoas comuns. Isso, de acordo com a gerontóloga Mariana Calabresi, aproxima a família e valoriza a experiência de vida dos mais velhos.
Isso é importante até mesmo para que os avós possam refletir sobre princípios dos quais não se deve abrir mão e quais ideias devem se adaptar à nova realidade – que envolve até mesmo a forma de se educar os mais novos. O pediatra Leonardo Posternak, autor de O livro dos Avós, avalia que é importante valorizar a bagagem adquirida com o passar dos anos, porém, sem glorificar demais a forma como se vivia antes, sob o risco de se parar no tempo. “Cada geração tem seus erros e acertos.”
retirado do Jornal Gazeta do Povo
quinta-feira, 21 de julho de 2011
férias-
terça-feira, 12 de julho de 2011
Reinicio das atualizações do meu blog
Bolo de milho verde
2 colher (sopa) de margarina ou manteiga
1 colher (sopa) de fermento
1 xícara e ½ (chá) de fubá
2 xícara (chá) de açúcar
1 lata de milho verde com a água da conserva
1 garrafa de leite de coco
1 pitada de sal
3 ovos
Copyrighted Do que vale o que aprendo . 2009. All rights reserved. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates. Wordpress designed by Simplywp

